O gatilho do combustível entra em ação e reajusta pisos mínimos em diferentes modalidades de transporte.
A recente atualização da tabela de frete pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) reforça um ponto crítico para o setor logístico: a forte dependência dos custos de transporte em relação ao preço do combustível. Com a nova revisão, empresas passam a operar em um ambiente ainda mais sensível a variações externas e com impactos diretos sobre margens e planejamento financeiro.
A mudança foi motivada pela variação no preço do Diesel S10, que atingiu R$6,89 por litro no período entre 8 e 14 de março de 2026, segundo dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). O valor representa uma alta acumulada de 13,32% em relação ao último reajuste da tabela, quando o diesel estava em R$6,08 por litro.
Como previsto na legislação, essa variação aciona automaticamente o chamado gatilho de reajuste da tabela de frete, mecanismo que entra em vigor sempre que o preço do combustível oscila mais de 5%, para cima ou para baixo.
A política de pisos mínimos do transporte rodoviário de cargas estabelece regras claras para atualização dos valores praticados no mercado. A Lei nº 13.703/2018 determina que a ANTT revise a tabela em dois cenários: periodicamente, a cada seis meses, ou sempre que houver variação relevante no preço do diesel.
No caso recente, o aumento superior a 5% no combustível foi suficiente para acionar o mecanismo automaticamente, exigindo a atualização dos coeficientes utilizados no cálculo do frete.
Os reajustes médios definidos pela ANTT foram:
Esses percentuais variam conforme o tipo de operação, refletindo as diferentes estruturas de custo envolvidas em cada modalidade de transporte.
O reajuste da tabela de frete não acontece de forma isolada. Ele se soma a um cenário já pressionado por fiscalização mais rígida e aumento no número de autuações por descumprimento do piso mínimo, criando um ambiente operacional mais complexo para empresas de transporte, embarcadores e operadores logísticos.
A dependência do diesel como principal insumo do transporte rodoviário faz com que qualquer variação relevante no combustível seja rapidamente refletida no custo do frete. Isso reduz a previsibilidade das operações e exige maior capacidade de adaptação das empresas.
Além disso, como os pisos mínimos são definidos por quilômetro rodado e por eixo carregado, considerando distância e tipo de carga, qualquer desalinhamento entre operação real e parâmetros da tabela pode gerar inconsistências, riscos regulatórios e impactos financeiros.
Diante desse cenário, a gestão logística precisa evoluir para lidar com variáveis que mudam rapidamente, como preço do combustível e regras regulatórias. A atualização frequente da tabela de frete exige que as empresas acompanhem de perto os custos e ajustem suas operações com agilidade.
Entre os principais pontos de atenção estão:
Sem visibilidade sobre esses fatores, o risco de perda de margem ou de não conformidade aumenta significativamente.
Com o frete sendo diretamente impactado por variações no combustível e por atualizações regulatórias, a gestão logística precisa ir além do acompanhamento básico de custos.
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