A entrada em vigor da reforma tributária em 2026 mudará a forma de apuração e recolhimento de tributos no setor logístico. O modelo de Imposto sobre Valor Agregado (IVA), com incidência no destino, substituirá a tributação atual, exigindo alterações em processos internos, sistemas de gestão e emissão de documentos fiscais, como CT-e e NFS-e.
Operadores logísticos precisarão revisar contratos e políticas de precificação para ajustar-se à nova alíquota de tributos, que poderá variar de 4% a 28% em serviços de transporte e distribuição. Alterações na retenção de impostos e no aproveitamento de créditos afetarão o fluxo de caixa, demandando planejamento financeiro detalhado.
A gestão de estoques será impactada durante a transição de ICMS, PIS e COFINS para CBS e IBS. Empresas deverão realizar inventário detalhado, incluindo valores de aquisição, datas de entrada e créditos fiscais apropriados, para garantir compensação proporcional ao longo do período de adaptação.
A mudança para tributação no destino obriga operadores a mapear rotas e centros de distribuição com base na carga tributária aplicável em cada estado. Isso afeta as decisões de transporte, volumes de estoque e programação de entregas.
Sistemas TMS integrados passam a ser essenciais para controlar emissão de CT-e, NF-e, NFS-e e BP-e em conformidade com as novas regras. O registro correto de notas fiscais, acompanhamento de créditos e relatórios automatizados reduzem riscos de autuações e multas.
A necessidade de rastreabilidade e documentação fiscal completa aumenta a demanda por processos padronizados. Equipes de recebimento, logística e faturamento precisam ser treinadas para identificar inconsistências e garantir conformidade em tempo real.
Inventário técnico e fiscal detalhado é obrigatório, com registro de créditos apropriados de ICMS, PIS e COFINS.
- Capacitação da equipe:
Treinamento em compliance fiscal e interpretação da nova legislação é necessário para evitar autuações.
- Monitoramento de fornecedores e parceiros:
Auditoria contínua para garantir que tributos de terceiros sejam recolhidos corretamente.
A reforma tributária representa mudanças estruturais que afetam toda a operação logística, desde planejamento de rotas a gestão de estoques e emissão fiscal. Empresas que adotarem tecnologia integrada, planejamento estratégico e processos padronizados terão maior capacidade de adaptação e controle do fluxo de caixa.
A integração de sistemas TMS, aliada à gestão de créditos e rastreabilidade fiscal, permite transformar a complexidade tributária em vantagem competitiva.
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